Revisão?

Atualizado: 4 de Out de 2018


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Aqui no #blogdaamelie, nós já trouxemos algumas das #etapasdeprodução, e hoje vamos falar da revisão de texto, ou revisão de prova, trabalho crucial para a publicação de qualquer livro, jornal, revista etc.

Após o livro ser diagramado, ele passa por mais uma leitura completa e por correção.

“Ah, mas outra correção? Isso já não foi feito na preparação de texto?”

Nós te respondemos: SIM!

Mas elas são a mesma coisa? NÃO!


Quando o profissional de texto faz a preparação, ele “mergulha” muito mais profundamente no conteúdo; preocupa-se em deixar sentenças mais claras, diminuir possíveis ambiguidades ou dúvidas, tornar a leitura mais fluida etc. (Você pode ver com mais detalhes aqui). Então, quando chega à etapa de revisão, o texto já está bem mais “limpo”, e o grau de intervenção do profissional é baixo, enquanto na preparação é de médio a alto, dependendo da necessidade.

A revisão é realizada em uma prova impressa ou no PDF – forma esta que tem aumentado consideravelmente, em razão da facilidade que a tecnologia nos proporciona.

O primeiro passo é o cotejo do texto diagramado com o original. Muitas vezes, ao diagramar, podem ocorrer saltos, e cabe a esse profissional percebê-los.

O revisor de prova – como também é chamado – lê atentamente todo o material e se preocupa em corrigir erros de ortografia, gramática, coesão, concordância etc. Além disso, deve atentar ao visual, ao gráfico, a problemas de diagramação em geral. Veja a seguir alguns exemplos:

  • peso/hierarquia de subtítulos;

  • padrão de corpo e estilos de fonte;

  • espaçamento entre as letras e entre as linhas;

  • paginação, cabeço e rodapé;

  • recuo de parágrafos e marcadores, como bullets e listas numéricas;

  • checagem de sumário e índices, se houver;

  • remissão de figuras, quadros e tabelas;

  • ocorrências de viúvas, órfãs e forcas.

Para quem não faz parte do meio editorial, é muito comum confundir as etapas de preparação e revisão de texto, e pode até ser que, ao ler este texto, você nem tenha percebido muita diferença mesmo entre elas. Por isso, se ficou com alguma dúvida ou tem algum comentário, sinta-se à vontade e escreva pra gente: editorial@amelieeditorial.

Nós queremos que você tire da gaveta seu projeto. Queremos que cada vez mais histórias emocionantes sejam contadas, conhecimentos sejam compartilhados e pessoas sejam instruídas. Então, se você sonha em ter um livro publicado com qualidade, conte com a Amélie. Estamos aqui para ajudá-lo!


Salto: pode ocorrer quando é preciso copiar e colar o texto para o arquivo de diagramação e, ao colar o texto, algum pedaço dele se perde na versão diagramada. Pode ser um parágrafo inteiro ou apenas uma linha.

Linha viúva: também conhecida como “linha quebrada”, é a que sobrou do último parágrafo de uma página e correu para a seguinte, ficando “sozinha”.

Linha órfã: é a primeira de um parágrafo que ficou sozinha no fim de uma página cujo texto restante correu* para a seguinte. (*Correr é quando texto, imagem, qualquer elemento “pula” de uma página para a seguinte em decorrência de alterações feitas.)

Forca: também chamada de “linha enforcada”, é aquela linha curta que sobra no fim de um parágrafo só com uma palavra pequena ou só um pedaço de palavra, que não chega à margem direita da coluna ou da mancha*. (*Mancha: parte impressa de uma página.)


Referência das definições, onde você pode ver exemplos desses casos: https://revisaoparaque.com/blog/glossario-de-termos-do-design-editorial/ (acesso em 29 ago. 2018).

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