Registro do livro?

Atualizado: 4 de Out de 2018


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Depois de apresentar muitas das #etapasdeproducao, o #blogdaamelie fala sobre uma das mais importantes e que gera muitas dúvidas aos autores: o registro do livro.

Esse registro se dá em três fases:

  1. ISBN

  2. Ficha catalográfica

  3. Depósito legal

Vamos entender cada uma delas?


ISBN

ISBN é a sigla de International Standard Book Number. A Agência Nacional do ISBN, representada pela Fundação Biblioteca Nacional, que, por sua vez, é ligada ao Ministério da Cultura, é o órgão responsável por coordenar, distribuir e gerenciar esses números.

Veja o que diz o site da Agência sobre o ISBN:


"[...] é um sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras linguísticas e facilita a circulação e comercialização das obras.

[...]

Uma vez fixada a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. A versatilidade deste sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão pela qual é adotado internacionalmente. O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos."


Esse número é composto de 13 dígitos, cuja sequência tem uma razão se ser.

Vamos entender?

Tomamos como exemplo o número atribuído à obra Balada do Desencontro:

978-85-53082-04-9

  • 978: prefixo EAN – entidade internacional administradora do sistema de numeração de produtos e locais, dos códigos de barras e da linguagem de negócios.

  • 85: identificador de grupo, país ou área idiomática.

  • 53082: prefixo editorial, identificador da editora.

  • 04: identificador de título.

  • 9: dígito de verificação.

Mas, afinal, para que serve, na prática o ISBN?

Nem sempre o título de um livro é exclusivo. Como exemplo, podemos utilizar a obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, traduzida para diversos idiomas e editada por inúmeras casas editoriais. Cada uma das incontáveis edições da obra possui um registro diferente, o que garante ao público o acesso exato àquela que procura.

Outra vantagem dessa atribuição é a precaução de plágio. Suponhamos que você publicou um livro de forma independente, mas não o registrou na Agência Nacional do ISBN. Outra pessoa teve acesso ao seu livro e o plagiou, mas, diferentemente de você, deu o devido registro à obra. Quando você quiser provar judicialmente que foi plagiado, será que vai ser tão simples, uma vez que a única obra “reconhecida” é a de quem plagiou? Possivelmente você terá uma dor de cabeça daquelas!

Esse registro não é obrigatório, mas toda editora séria e comprometida o atribui a suas obras. Como é o caso da Amélie.


Ficha catalográfica

Tendo o número de ISBN atribuído à obra, é hora de solicitar a ficha catalográfica, cuja função é catalogar a publicação.

Em geral, ela é elaborada por um bibliotecário registrado ou por um por intermédio de alguma instituição. A mais conhecida é a Câmara Brasileira do Livro (CBL), mas há muitas outras.

Ela traz quais informações sobre a obra?

De acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), ela deve conter as seguintes informações:

No livro impresso:

  • nome do autor;

  • título e subtítulo da obra;

  • nome de outros responsáveis pela obra, como: tradutor, ilustrador, organizador, adaptador etc.;

  • edição da obra;

  • editora;

  • local de publicação;

  • número de páginas;

  • descrição física: ilustrações e dimensionamento;

  • notas complementares: índice, apêndice etc.;

  • no caso de obras traduzidas, informar o título original;

  • número de ISBN;

  • assunto;

  • classificação por assunto (CDD e CDU).

No livro digital, além desses tópicos, acrescentar:

  • formato;

  • recurso digital;

  • requisição do sistema;

  • modo de acesso;

Veja um exemplo:

Essa catalogação surgiu em 1853 e foi regulamentada no Brasil pela Política Nacional do Livro, no capítulo III da Lei n. 10.753, de 30 de outubro de 2003.


Depósito legal

Para finalizar o registro do livro, as editoras enviam um exemplar da obra à Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, segundo a qual o objetivo é:


"assegurar a coleta, a guarda e a difusão da produção intelectual brasileira, visando à preservação e formação da Coleção Memória Nacional. Nele estão inclusas obras de natureza bibliográfica e musical."

Caso você tenha ficado com alguma dúvida referente ao registro do livro, escreva para editorial@amelieeditorial.com.

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