O mercado editorial e sua tal crueldade



Lembra que no primeiro post do blog nós dissemos que o mercado editorial tem certa crueldade? Pois bem, vamos falar um pouquinho disso...

Entramos nessa área há mais de 10 anos e pudemos acompanhar e ouvir histórias das mais chocantes. E aí a editora quer – e precisa – lucrar, e aquele original que foi cuidadosamente escrito e reescrito, que carrega os mais variados sentimentos, vira, sem pestanejar, um produto comercial. A avaliação passa a ser público-alvo e seu alcance, momento certo de lançar, local ideal, capa mais vendável, linguagem adequada etc., e, assim, conforme cada parágrafo é editado, os sentimentos se perdem. Aquelas palavras não carregam mais a emoção que deveriam carregar. No final, o sucesso é avaliado por cifrões e quantidade de likes de uma ou outra rede social.

Acontece que, nessa onda editorial, o ego do autor é perdido ou reformulado, e o resultado nem sempre é benéfico.

Então surgiu a autopublicação. Passou a ser possível ignorar essa quantidade absurda de editoras que visava somente ao lucro mediante sucesso e conseguir publicar seu livro em uma editora que enxerga em autores com sonhos abalados uma oportunidade de, também, lucrar. Aí a crueldade só mudou de roupa. Os manuscritos desses tais sonhadores não recebem a devida atenção, a revisão é pobre e o papel do editor é praticamente nulo; etapas de produção são deixadas de lado para adequar o lucro que a editora deseja receber com o preço que o autor consegue pagar.

Tá, ninguém vive só de sonhos, mas será que, em plena era empreendedora e criativa na qual estamos vivendo, não seria possível oferecer um trabalho justo, humano, capaz de prestar atenção nos sentimentos incorporados naquele manuscrito rejeitado e de dar o potencial que ele precisa?

Foi aí que nasceu a Amélie. Uma editora nova e criativa que vem encontrando a fórmula ideal para dar ao seu original a atenção e o carinho que ele merece, polindo-o em qualidade para agradar o leitor, apresentando capas que traduzem o conteúdo do livro, sem que, para isso, seja necessário mascarar os sentimentos depositados em cada palavra escrita, e que apresenta, sim, lucro – lucro para o autor, com possibilidade de recuperação total do investimeto, e lucro para a editora.

Nessa onda sonhadora, todos saem ganhando e, por mais que o caminho a ser percorrido seja um pouco mais longo, a gratidão ofertada a cada livro entregue é a recompensa motivadora que nos alimenta.

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